Encontro das poetisas Isis e Marlene
No ano de 2011 conheci virtualmente a poetisa de Brasilia, Marlene.
Fizemos amizade por telefone, depois que ela me mandou um jornal contando sua vida, disse que tinha idade pra ser minha mae.
Ela percebeu que fiquei cismada quando me pediu pra ligar.
Nossa amizade era bonita, tínhamos assunto e afinidade construída com o tempo,
Depois de um ano me pediu para fazer lhe uma visita.
Minha mãe foi contra, pois não a conhecia, ia saber se o que falava era verdade.
Era cigana de nascença, como dizia ela, tenho casa de tijolos e sou formada em Pedagogia, meu marido, o qual estavam separados, morando na mesma casa era de um cargo da Instituição Federal.(mesmo sendo cigana, alguns conselhos me colocaram em fria) risos...fez parte.
Entao, minha mãe falou tanto, que eu fiquei com medo.
Disse a ela que não poderia ir...
Foi quando ela falou:
Pago sua passagem e da sua filha...
Eu disse que nao precisava.
-Gostaria de lhe conhecer antes de morrer.
-meu marido concordou que você viesse, e olhe que ele nunca aceitou pessoas estranhas em casa.
Diante dessa situação conversei com minha mae:
-mãe, vou a Brasilia, se ela morrer antes de me conhecer....Nao vou me perdoar.Vou comprar as passagens.
Minha mãe então concordou, desde que não levasse minha filha que na época tinha 8 anos, poderia levar a de 15 anos.
Assim fui conhece-la, o casal estava a nos esperar no aeroporto.
Fomos à casa deles, não nos deixaram ir a um hotel.
Foi muito bom, o marido dela levava minha filha e os três netos para passear.
Fomos no parque Tiquira em Goiás, onde tirei uma foto debaixo do arco iris,.
O casal que estavam brigados há três anos, com a minha chegada fizeram as pazes, todos estavam presentes nas refeições e, às conversas rolava solto.
O marido dela deixou um motorista para nos acompanhar onde quiséssemos ir.
Eu e a Marlene, todas as tardes fazíamos poesias, ela de um lado e, eu do outro.Riamos muito.
Foi muito bom, me fez ter contato com poeta de São Paulo por telefone, na época marcamos um encontro na minha volta.
Namoramos por um ano, mas isso é outra historia.
Passados 15 dias viemos embora, era janeiro de 2012, ela faleceu em abril do mesmo ano, estava internada, teve parada cardiaca e nao resistiu, por mais estranho que pareça senti o momento que ela partiu, estava dirigindo o carro na rodovia Tamoios, procurei um lugar para estacionar, liguei para nora dela, aí a noticia, ela havia falecido há poucos minutos.
Até hoje me lembro dela com carinho.
Linke da nossa saudosa - in memória Marlene, cigana Laura
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