BARILOCHE - Final
Estávamos em quatro pessoas tomando café no hotel, quando eu disse para a guia da excursão:
-Se minha irmã perguntar de mim, diga que só volto lá pelas 18hs.
A guia me perguntou o que ia fazer, então lhe disse:
-Vou bater perna por ai, comprei um bilhete de transporte, alguém se habilita em ir comigo?
-A resposta foi unânime:
-Não.
Sai, peguei um ônibus que ia até o final, onde se localizava um hotel 5 estrelas, ali só se hospedavam pessoas de alto poder aquisitivo, empresários, artísticas e etc....
Peguei o ônibus, estava lotado. Fui a última a descer.
Quando desci tinha um casal argentino tirando fotos, me ofereci para tirar algumas deles e, pedi que fizessem para mim.
Ali criou um vinculo.
O Jonas falou:
-Vamos entrar no hotel para visitar, só conversar com o porteiro.
Chegamos na portaria e Jonas falou pra ele que queríamos entrar só para conhecer e tomar um cafe.
O porteiro permitiu dizendo para não bater fotos das pessoas que ali estavam.
Entramos....
Imaginem um hotel de luxo, As torneiras eram de ouro maciço, tudo lindo.
O cafe?
Foi mais caro que tomei até hoje, cinquenta reais um cafezinho no nosso dinheiro.
Pra mim valeu, encarei como um ingresso.Tiramos algumas fotos e nao saimos do saguão, em seguida fomos embora.
Retornei para o hotel.Ao mostrar as fotos para alguns o recepcionista pergunta:
-Como você conseguiu ir até la, só é permitido quando nos autorizamos e indicamos os nomes.
Foi um casal de argentinos que me levou. Ficou quieto.
Fiquei na lareira um pouco, estava frio e uma voz:
-Está perdida nos pensamentos?
-Olhei, era uma moca,
-Desculpe-me, não queria assusta'-la, sou queria puxar conversa.
-Posso me sentar? Perguntou ela.
-Sim, claro.
Ela me disse que viajava sempre, a próxima viagem iria a Berlim, era funcionária de uma famosa multinacional do Rio de janeiro. Parou um instante e , perguntou:
-Vou visitar aquele famoso hotel amanhã, vamos?
-Fui l hoje, mas vou de novo.
Combinado.
No dia seguinte fomos de ônibus.Pra mim já era familiar.
Chegamos na portaria:
-podemos entrar para comprar uma lembrança? - disse ela.
Ele permitiu com as mesmas condições do dia anterior.
Ela me disse:
Vamos tomar um café e perguntamos ao garcom se poderíamos ir lá no fundo do hotel para conhecer.
-Ele disse que sim, em qualquer lugar do hotel, com exceção dos quartos que ficavam no andar superior.
Terminamos o café e fomos direto a uma porta de vidro...Ali do lado de fora tinha uma mesa redonda....Tic - fotografei.
Mais adiante uma piscina de água quente saindo fumaça, olhei e pensei:
Seria maluquice quem entrasse ali e pegar aquele frio ao sair.
Descemos e vimos um rio, do outro lado as geleiras com neve.
Olha, foi um sacrifício me sentar para tirar foto, toda dura cheia de roupa...Pra me levantar a moça que me ajudar.
Maravilha de cenario.
De lá fomos embora, passamos no restaurante, almoçamos e, de lá fomos na fábrica de chocolate Havana.
De volta ao hotel, combinamos de tomar uma cerveja artesanal.
Tomei uma, não sou muito chegada a cerveja.
Mas foi muito interessante.
O celular toca:
-Rose onde você esta?
Janta com a gente, último dia da excursão.
Oi Dri, já jantei obrigada.
Nos despedimos, já tinga ficado lá 5 dias, hora de ir embora.
No aeroporto aquela cena já contada das pedras na parte II.
Entramos no avião, parecia ter saído da fabrica, novinho.
Já estamos acomodados no assento:
-senhores passageiros, boa noite; essa aeronave não poderá seguir viagem, descem todos e vamos pata outra.disse a comissária de voo.
Entramos na outra...
Pensem numa lata velha, sim a diferença da outra era gigantesca.
Decolou, balança tanto....Engasgava parecia aqueles carros velhos que pega no tranco, foi tenebroso.Parecia que ia cair.o lado de fora os raios cruzavam o céu Iluminando a noite, que assim dava pra ver as montanhas com neve.Estavamos voando numa brava tempestade.E o avião balançava mais, parecia que o avião virou uma igreja, de todos os lados gente rezando, e eu?
Apavorada.
Até que enfim chegamos em Buenos Aires, fizemos a conexão pra São Paulo.
Valeu a pena!



