Foi difícil encontrar um ponto na Rodovia Presidente Dutra para encontrar um lugar para deixar o carro, e de la pegar o ônibus que fazia a linha para o litoral Norte.
Minha remoção do Interior para São Paulo não saiu, contando que sairia fiz minha mudança...Ocorrido em 2008.
O processo de remoção?
Travou.
Morando em São Paulo, Capital, trabalhando no interior fez da minha vida uma reviravolta.
No primeiro mês saia de casa as quatro da manhã com destino a Rodoviária Tietê, embarcada no ônibus das seis até Sao José dos Campos, de la embarcada em outro até a cidade do meu trabalho, entrava as nove.
No final do expediente o mesmo caminho.Com trânsito chegava em casa as vinte e duas horas, ainda para lavar roupas, cuidar da janta, arrumar as bolsas e, separar as roupas das crianças,Ia dormir a uma da manhã.
Um mês nessa vida.
Resolvi tentar pegar o ônibus no meio do caminho, um que ia direto para a cidade sem fazer baldeação, reduziria bem o tempo.
Primeiro tinha que ser um lugar próximo a polícia Rodoviária, para minha segurança.
Consegui depois de tanto procurar, e até chorar para deixarem estacionar num restaurante.Consegui.
Com isso, saia de casa as sete e o ônibus passava as sete e meia.
Quando era véspera de feriado o motorista fazia sinal com as mãos "estava cheio" passava direto.
Então pegava o outro para fazer baldeação, pois o próximo seria dali duas horas.
Um dia no retorno sentou do meu lado um motorista daquela empresa, aproveitei e expliquei minha situação e perguntei se ele sabia uma forma de embarcar no meio do caminho,me deu as dicas para ligar antes de sair de casa e passar o número do passe, o motorista seria avisado e eu conseguiria eliminar esse estresse.
Um, dois, três, quinze dias tudo certo, funcionou.
Porém, naquele dia dei com a mão...O motorista nem olhou, passou direto.
Corri quinhentos metros para pegar o carro.
Meus nervos estavam a flor da pele...Que descaso.
Entrei no carro, aquele dia olhei no velocímetro estava a 150 por hora ,meu objetivo era chegar junto com aquele ônibus,
Quando o ônibus encostou, encostei junto com ele.Quando abriu a porta eu estava lá esperando abrir, o motorista disse:
- Você vai para caragua ou Ubatuba?
- tem vaga? - perguntei
Tem - respondeu ele.
por que você não parou la atrás no Km 212 da Dutra?
Dei sinal você nem olhou e passou direto?
- A senhora tem que ir na Rodoviária.- Respondeu ele.
Ok..Obrigada - Respondi É não falei mais nada, fiquei com receio de prejudicar alguém da empresa, eu não sabia se estavam me ajudando, afinal, foi um dia.Suspirei, baixei o conformismo.
O tempo passou, três meses depois.
Naquele dia teria que fazer baldeação em São José, tinha algumas coisas para Resolver lá.
São várias linhas que percorriam o vale do Paraíba a São Paulo, de quinze em quinze minutos.
Eram dezoito e trinta vinha um de Taubaté.Dei sinal e entrei.
O motorista me encarou, mas não achei estranho nessa altura do campeonato muitos já tinham me visto.
Sentei, uma hora depois pedi
- Pare, por gentileza no Km 212,
o motorista falou:
- Não foi você que deixei pra trás outro dia da empresa X.?
- OLHEI vem pra ele, reconheci, foi você mesmo.
- Aquele dia eu era folguista, cobria folgas, eu não sabia até chegar na garagem que você pegava todo dia.
Na próxima vez, vou parar...
Agradeci e desci...
Pensei:
Caramba que perigo, tanto ônibus fui pegar com o mesmo motorista daquele dia!
Fiquei impressionada com a coincidência.
Essa foi uma de uma das minhas rotinas até sair minha remoção, que não saiu.E desisti.
Um ano depois mudei com família de volta para o Interior.
De marra, não entrei em outra remoção seguinte, depois de três anos consegui voltar.
Essa foi a única vez que andei a 150 km por hora, de raiva..O preço?
Paguei pedágio e, multa por alta velocidade na Dutra e na Tamoios.