Numa cidade de pedras que, ao caminhar,
machucam meus pés,
pés que andam por ruas e avenidas,
e me levam aos sonhos e fantasias.
Ao longe, escuto o apito do trem,
constantemente, nessas manhãs,
parece que me chama para algum destino,
e ainda não descobri onde está a estação.
Estação de onde sairá o trem,
no horário do inverno ou do verão,
de amor, angústia ou tristeza,
nos versos e poesias,
nas vielas do meu coração.